Qual é o ponto para você agora?

Será que é o ponto de luz, nevrálgico, focal, de dor, da polenta, de costura, ponto e vírgula, de interrogação, de exclamação, final?
Provavelmente ele está conectado com uma dor, que pode ser física, emocional e/ou profissional. Esse ponto pode irradiar dor para uma ou mais dessas esferas da vida. Você já parou para pensar sobre isso?
Ele pode ser focal, em uma região ou distal. Pode ser sintoma ou causa. Mas a questão principal é o quão sincero somos ao olhar para ele. E você, é?

“Sim, claro que sou! Olho para essa dor e logo tomo uma providência. Já vejo qual é o remédio que irá ajudar e bora pra frente! Afinal de contas, tenho muito a fazer e a realizar nessa vida…”

Tenho um amigo que há algum tempo foi para a Indonésia surfar. Ficou lá por cerca de 45 dias, indo de ilha em ilha à procura das melhores ondas. Chegou em Pasti, depois de muitas horas navegando num barquinho “mequetrefe”. Para aproveitar ao máximo a sua estadia e surfar o máximo possível, resolveu tomar um analgésico toda vez que ia dormir. Nisso conseguiu surfar muito, e o melhor de tudo, sem dor durante toda a sua estada na ilha.
Mas ao chegar em Bali, e após ter parado de tomar o analgésico, ele teve uma febre muito forte e ficou de cama por dois dias. Pensou estar com malária ou alguma doença mais grave. Depois se deu conta que toda essa febre era a reação do corpo que precisava liberar toda a inflamação que o surf provocou no corpo e o remédio não deixou.

No Boa Prosa de ontem, o sacerdote taoista Wagner Canalonga nos explicou muito sobre o taoismo e sobre os princípios da medicina chinesa. Disse que o símbolo do Yin-Yang mostra o equilíbrio dinâmico que é necessário para se ter uma vida plena. Que depois de se exercitar é necessário descansar. Depois de comer, evacuar. Depois de dormir, acordar. O quão importante é trafegarmos nesse equilíbrio dinâmico.

Comentou também, que na sua visão – dos tantos atendimentos que faz – a dor do mundo está relacionada ao “eu”. Esse personagem que faz escolhas o tempo todo, hora no excesso – como meu amigo na Indonésia -, hora na falta. Que ele quer cada vez mais se saciar, se satisfazer, não levando em consideração o Yin-Yang.

Lao Tsé tem uma frase que nos ajuda a refletir bastante sobre a causa dessas escolhas do “eu”: “Quanto maior o número de leis, maior o número de ladrões.” Ela nos diz que quanto menos sincero formos conosco mesmo, mais leis serão necessárias para evitar os nossos abusos, seja no excesso ou na falta. E assim por diante.

Os ladrões moram dentro de nós mesmos. E são eles que, se deixarmos, conduzem a forma como lidamos com as dores e a maneira que as encaramos.

Porque no fundo, os ladrões moram dentro de nós mesmos. E são eles que, se deixarmos, conduzem a forma como lidamos com as dores e a maneira que as encaramos, assim como o seu ponto de agora.

Quão sincero (a) você está sendo agora? Olha para a sua dor: ela é um sintoma ou uma causa? O que ela está querendo te dizer?

É doloroso ver esse ponto. Mas negligenciá-lo machuca muito mais, porque seja tomando analgésicos, comendo de mais ou de menos, uma hora essa conta vem!

Sinceridade!

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